Pivotar para sobreviver

Não importa o quão genial seja uma ideia. Desde o momento de sua concepção até a sua aplicação no mercado, o caminho é longo e tortuoso. Muitos dos conceitos e dos argumentos de venda que nascem junto com os primeiros esboços do projeto se alteram ou dão lugar a novas possibilidades ao longo da caminhada. É neste contexto que entra o que conhecemos como Pivotagem.

 

Pivotar – termo que surgiu do inglês “to pivot” que significa “girar”– é a terminologia usada pelas startups para designar algo que saiu do curso do plano original, foi alterado. É importante tomar muito cuidado com esse conceito. Isso porque a pivotagem não diz respeito à qualquer pequena alteração realizada, mas sim àquelas de relevância, que mudam o curso da empresa em níveis como modelo de faturamento, reestruturação de produto e percepção de valor para o consumidor, por exemplo.

 

A percepção do momento certo para fazer algum ajuste na empresa é tão ou mais importante do que a concepção de uma grande ideia em si. Se sua ideia te deu um horizonte pelo qual lutar, são os ajustes no modelo de negócio que vão garantir o resultado que você imagina. A grande questão, no entanto, é: como perceber o momento de pivotar uma ideia?

 

Dentro dos novos negócios percebidos na era da transformação digital muitos são os termos que ouvimos com frequência: jornada, MVP, economia colaborativa, e por aí vai… No entanto, mais recorrente que todos esses é o termo “experiência do usuário”. Vivemos em um momento construído para atender as demandas dos consumidores: eles estão em foco e detêm controle total sobre o mercado atual. Por que sua startup seria diferente?

 

Para saber se é o momento de juntar tudo aquilo que você acreditava e reestruturar, basta analisar as respostas do seu consumidor frente à sua ideia. Eles estão reagindo de forma positiva? Os testes que estão sendo executados têm apresentado números promissores? Quais são os feedbacks que você anda recebendo nas redes sociais? São nessas respostas que moram as informações necessárias para sua tomada de decisão.

 

Não há como fugir do planejamento

 

Mesmo que a pivotagem funcione de forma muito positiva para muitas startups – pois de forma geral significa que a empresa está um passo mais próxima da satisfação de seus usuários – ela nunca deve ser executada de forma leviana.

 

Não é porque existe uma liberdade no modelo de negócio das startups que pivotar deva ser algo constante. O planejamento sempre representará parte crucial do processo e deve ser respeitado – não deixe que sua energia para colocar o projeto em andamento o mais rápido possível ofusque a importância de ter um planejamento consistente.

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