Vamos esclarecer: o que são startups?

O mercado não fala de outra coisa: inovação, novos modelos de negócio e, obviamente, startups. O conceito, no entanto, muitas vezes é deturpado e pouco difundido, causando uma falta de clareza generalizada.

 

A primeira delas é a conexão direta que as pessoas fazem do modelo deste negócio com a utilização da tecnologia. Aqui vai uma novidade: uma startup não precisa ter alguma ligação direta com a tecnologia para receber essa classificação. Normalmente essa relação acontece pois é natural que a inovação e a tecnologia andem lado a lado, mas é importante entender que não se trata de uma regra.

 

Uma outra questão que assola o conceito das startups e costuma surpreender o mercado quando desmistificada é a ideia de que esse modelo de negócio é composto apenas por empresas de pequeno porte – em fase embrionária. Isso não passa de um mito visto que empresas como Sympla, Méliuz, Uber, Cabify e até os gigantes como Facebook e Google são exemplos de negócios que funcionam segundo alguns dos principais preceitos que regém o mundo das startups como conhecemos hoje.

 

Na realidade, de acordo com Eric Ries – autor do livro Startup Enxuta – para uma startup ser assim classificada precisa ter como características três fatores primordiais:

 

  1. Possuir caráter inovador: isso significa simplesmente oferecer novas soluções para problemas reais. Quebrar os parâmetros sociais e fugir do status quo. Uma startup não pode ser classificada como tal se seguir os conceitos antigos do mercado.
  2. Ser escalável: esse é um dos pontos mais importantes neste contexto. A escalabilidade, ou seja, a capacidade de uma empresa crescer exponencial e constantemente sem que os custos cresçam na mesma proporção, é requisito básico.
  3. Existir em um ambiente de extrema incerteza: qualquer grande ideia que nunca tenha sido executada antes precisa passar por algumas etapas para se tornar viável. Essa é a grande beleza e o grande quê de ser uma startup – um ambiente de testes que pode surpreender tanto positiva quanto negativamente.

 

Tendo esses parâmetros como base, fica um pouco mais simples de entender onde se encaixam algumas daquelas empresas que até pouco tempo atrás você nem imaginava que eram startups.

 

No Brasil esse mercado vem ganhando cada vez mais representatividade e colocando grandes polos, como São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, no ranking dos locais com a maior quantidade de startups promissoras do mundo. Vale a pena aprofundar-se no assunto caso queira ingressar nesse universo seja uma alternativa de negócio.

 

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