Como criar um ambiente propício para inovação

A inovação e sua chance de fazer diferente

Inovação é a palavra do momento. Se você procurar no dicionário o significado vai descobrir que o conceito é bem básico: aquilo que é novo, coisa nova, novidade. Infelizmente, fugindo da simplicidade léxica, o ato de inovar é uma tarefa um pouco – ou bem – mais desafiadora e complexa do que se possa prever.

 

Ao contrário do que grande parte das pessoas pensa, a inovação não é algo que simplesmente acontece. Mesmo que os insights sejam reais e que muitas vezes experiências cotidianas gerem grandes projetos, a inovação tende a ser resultado de esforços bem direcionados e estruturados. Atualmente existem grandes empresas e corporações com investimentos massivos nessa área que não podem ser negligenciadas por quem pretende se manter ativo e relevante no mercado.

 

Como criar um ambiente propenso à inovação?

 

Em linhas gerais é importante nunca perder de vista o fato de que dois componentes são primordiais para se inovar: problema e observação. A busca por uma nova solução para um problema é o começo de todo e qualquer processo que busque novas oportunidades.

 

À partir da vivência desse problema e de compreensão do que outras pessoas percebem quando expostas a ele, se inicia o processo de observação. Processo que consiste, basicamente, em analisar o cotidiano e as formas que o desafio se apresenta e questionar as ações diárias, as soluções padronizadas.

 

Questionar o padrão, o status quo, e vivenciar o diferente é a maneira mais eficiente de encontrar a inovação. O ambiente acadêmico, por exemplo, é extremamente propício para gerar grandes ideias. Isso acontece porque dentro dele existe uma grande gama de estilos de vida, pensamentos, criações, crenças e experiências misturadas – quase como um caos criativo.

 

Você já viajou para algum lugar com uma cultura muito diferente? Quais as chances de você ter achado curiosa a maneira como as pessoas resolvem os mesmos problemas de maneiras diferentes e, muitas vezes, até complementares? O intercâmbio de informações e experiências é o que fomenta a inovação e as novas oportunidades.

 

Tive uma grande ideia, e agora?

 

O processo para ter uma nova ideia é difícil, porém extremamente satisfatório. Quando chegar a um conceito que agrade e que acredite que tenha potencial, é hora de colocá-lo à prova. Essa é uma parte extremamente importante do processo de inovação, pois é quando aplica-se o conceito do Fail Fast, ou seja, descobre-se o mais rápido possível se a ideia é viável ou não. Existem mecanismos e técnicas para alcançar os feedbacks necessários para a continuidade do projeto como, por exemplo, a construção do MVP (Produto Mínimo Viável).

 

É importante, nessa etapa, saber aceitar os feedbacks negativos e usá-los a favor da ideia, agregando cada vez mais valor e aproximando-a do ideal para o mercado. É difícil aceitar o fracasso como experiência, mas é através dele que se alcança os melhores resultados.

 

Nutrir-se de bons conselhos, artigos relevantes, pesquisas de mercado e concorrência são algumas das maneiras que existem de manter-se sempre à frente. Bons profissionais que possam ser envolvidos no processo também são muito bem vindos – cada um atuando em sua área de domínio pode garantir uma credibilidade consideravelmente maior à ideia.

 

No mais, é persistir e entender que o grande segredo está em abraçar o diferente e aceitar que o que hoje parece loucura, amanhã pode ser solução. No final das contas, não se perde nada trocando experiências afinal, já dizia o ditado: quem troca uma ideia, fica com duas.

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