Entenda a diferença entre Design Thinking e Design Sprint

Ao buscar soluções inteligentes e criativas para sua empresa, é provável que você tenha se deparado com duas terminologias que parecem falar sobre o mesmo tema: Design Thinking e Design Sprint. É verdade que os dois conceitos foram criadas com o objetivo de obter respostas a partir de um trabalho conjunto para as necessidades de um produto, serviço ou projeto. No entanto, há diferenças conceituais e práticas na aplicação desses processos. Entenda neste texto o que você precisa saber sobre Design Thinking e Sprint.

Design Thinking

 

Design Thinking trata-se de uma abordagem em que a solução desenvolvida para o cliente é feita de forma conjunta, com o objetivo de conquistar o maior sucesso possível da nova criação. Ou seja, em busca de produtos ou serviços que atendam a real necessidade das pessoas, por meio dos pilares da colaboração, experimentação e empatia.

 

A ideia por trás do Design Thinking é mudar o modelo mental no qual as empresas estão inseridas, de criar produtos sem antes saber as reais necessidades de seu público-alvo e os principais envolvidos no processo. Em sua teoria, pode ser representada em quatro fases: a imersão, onde a equipe mergulha nas implicações do desafio; a ideação, em que ocorre um brainstorm colaborativo com a utilização de práticas de estímulo a criatividade; prototipação, fase utilizada para o desenvolvimento de vários modelos em busca do produto ideal; e teste, na qual o produto será validado com os usuários. O tempo pode variar de semanas a meses.

Apesar disso, o Design Thinking não é uma metodologia fixa, por tanto, não possui um passo a passo a ser seguido ou um prazo específico em que deve ser realizado.

Design Sprint

 

O Design Sprint, por sua vez, é um método baseado no próprio Design Thinking e criado pela Google Ventures. No entanto, muito além da teoria, o Design Sprint possui uma sistemática de aplicação.

 

O método é dividido em cinco fases, concebidas para serem realizadas em um período curto, de uma semana. O objetivo é de maneira ágil conceituar e tangibilizar uma ideia, suas implementações e funcionalidades macro num curto espaço de tempo.

  • Map: o processo se inicia com uma reunião para alinhar objetivos e expectativas a serem alcançadas com o projeto. Além disso, os envolvidos na criação da solução compartilham informações para nivelamento do conhecimento existente;

 

  • Sketch: como na tradução literal do inglês, a etapa do “esboço” é utilizada para obter ideias, por exemplo, a partir de soluções já existentes. Cada participante descreve seu esboço, compartilha as ideias que poderão gerar insights para novas ideias pelos demais participantes.

 

  • Decide: o primeiro ponto da terceira etapa é eleger os melhores sketches. Todos os participantes têm a oportunidade de votar e os deciders têm peso maior na decisão final. Após a votação, os esboços vencedores são transformados em storyboards.

 

  • Prototype: hora de colocar a mão na massa, de forma prática, e construir os protótipos. É importante realizar testes nos protótipos e ajustá-los antes da etapa final.

 

  •  Test: os protótipos da solução desenvolvida são apresentados para outras pessoas, que não seus criadores. Nesta fase, novos ajustes podem surgir a partir da ótica de quem não esteve presente em todo o processo. Após aprender com as críticas e sugestões dos entrevistados define-se o próximo passo: preparar um MVP para implementar? Fazer ajustes e testar novamente? Criar sprints menores para prototipar e testar outras ideias que surgiram? Pivotar? Desistir da ideia e não seguir em frente?

 

Escolher o modelo ideal para desenvolver o projeto é fundamental para o sucesso do produto final. Por isso, é preciso analisar o estágio de maturidade da ideia e a disponibilidade de tempo e recursos do cliente.

 

Você sabe o que é pivotar e como esse conceito é importante para sua empresa? Entenda o que é e como colocá-lo em prática.